Cara nova
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Debate
Não é curioso como só se vê pobre na TV quando é época de eleição, nas campanhas dos políticos? E não é ainda mais curioso como, nessas campanhas, os pobres são todos meio parecidos em detalhes como a imensa felicidade, os dentes sempre muito brancos e alinhados, roupas simples porém coloridas-limpas-arrumadas, tudo muito irretocável e todos muito felizes e satisfeitos? Tipo, do jeitinho que rico quer ver? O lance é que basta você circular de busão (ou ficar parado no ponto de ônibus reparando nas pessoas), pegar uma fila em um posto de saúde ou hospital qualquer, passar por uma escola pública em horário de entrada-saída de aulas, precisar de qualquer documento oficial (RG, CPF, título eleitoral, carteira de trabalho) ou se dirigir a uma delegacia de polícia para um atendimento qualquer, para perceber claramente que não é apenas o aspecto das pessoas que é muito mais natural e menos maquiado do que passa na TV: a realidade sobre tais "benefícios" e a satisfação dessas pessoas sobre os serviços e atendimentos públicos está longe de ser aquilo que vemos nos programetes eleitoreiros.
Eu estudei em escola pública desde o ginásio (diferente de muitos colegas do ensino superior público), freqüentei/usufruí um montão dessas instituições e serviços públicos de transporte e saúde e afins, já precisei levar chá de cadeira em delegacia, e fui maltratada a rodo pelos servidores públicos folgadíssimos que se aproveitam do poder público pra sentar na sua cabeça. Quer saber? Quando eu precisei fazer segunda via de meu CPF, entre os funcionários da receita federal, havia um que só de vez em quando atendia alguém e fazia a fila enorme diminuir um pouquinho. Quando eu fui atendida, tive o privilégio de conferir que o tal gajo estava jogando "paciência" em seu computador, ao invés de trabalhar...
E aí, ao ver o debate de ontem, fiquei indignada em como esses políticos conseguem ser salafrários e fazer propaganda do que não fizeram, ou fizeram muito mal... tipo o Maluf, que respondia a qualquer pergunta com um "estou no mesmo partido há 41 anos/você não anda 1 km em São Paulo sem passar por uma obra de Paulo Maluf/sou transparente e nunca fui condenado por nada"; ou a Marta, que respondia a qualquer pergunta com um "parem de imitar mal o que eu fiz/parem de fazer cópias malfeitas do que eu fiz", e o Alckmin também falando "Kassab esteve com Pitta e agora está com Quércia, incoerência", ou o Kassab insistindo em dizer que fez um monte de coisa quando só moralizou os cartazes na cidade e fechou os bingos e alguns postos de combustível. No final das contas, os políticos de menor expressividade nas pesquisas foram os que mais me surpreenderam em um sentido neutro ou positivo. A Soninha ferrou o Maluf explicando tudo o que ele não explicava (todas as sacanagens que ele fez e o que estava por trás das afirmações falaciosas dele), o Ivan Valente jogou na cara de todo mundo que muito se falou e pouco se fez desde os tempos de Maluf na prefeitura até hoje, e o Renato foi o único que respondeu as perguntas feitas a ele com projetos e propostas de inclusão profissional e social, além de dar tapas na cara dos outros (o que foi muito bom de se ver), que ficavam desconsertados e fugiam do assunto toda vez que ele batia. O Ciro, putz, é o delirante da turma, com idéias um tanto estapafúrdias para um candidato, surpreendeu mais pela coragem em expor tais idéias do que por outra coisa. Ouvindo o Ciro eu senti falta do Levi Fidelix ("Aerotrem"), e também do povo de sangue nos olhos (PCO e PCB), que pontuaram pouco ou nada nas pesquisas e não estavam lá.
Bem, no final da piada, neste caso, o horário eleitoral - para mim - acaba servindo mais para se ter uma idéia do naipe dos numerosos e menos conhecidos candidados a vereadores: é um pior que o outro. Tem os cantores de música brega que já provaram ser boçais, tanto na TV como na vida real; tem os travestis que querem "transformar" a câmara; tem os candidatos eternos (a maioria deles do partido do Maluf, claro); tem os "Fulano da expedição", "Ciclano da padaria", "Beltrano do bar da esquina" e outros conhecidos de bairro e empresa; tem também os esportistas oportunistas, como o "Corintiano vota em corintiano"; tem os pastores (eterna rima com "aproveitadores"); tem os maridos de apresentadoras de TV... Repare que em alguns partidos específicos há uma profusão de tipos bizarros, enquanto em outros eles tentam mostrar um pouco mais de seriedade. Tentam. Mas só um pouco...
De um jeito ou de outro, assistir a esses programas é como brincar de sério: você termina rindo, mesmo que seja para não chorar. Será que semana que vem termina esse circo?
E o que vai ser de nós, hein?
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O progresso sempre chega tarde
A partir dos contratos assinados hoje, estagiário tem que ter férias remuneradas (30 dias em contratos anuais, e equivalente em contratos de outros prazos), trabalhar no máximo 6h por dia, não poderá passar mais de 2 anos na mesma empresa...
Quero ver é como um montão de empresa por aí, que contrata estagiário para não contratar funcionário, vai se virar com essa história.
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iPhoda
Foi feito o maior auê para lançar o iPhone aqui no Brasil. A Claro (tinha que ser) até tentou dar uma de joão-sem-braço e vender lugar na fila para os interessados em se antecipar à venda do aparelhinho.
E eis que ontem à noite, Claro e Vivo fizeram mais estardalhaço ainda para promover, às 0h, o lançamento oficial brasileiro da belezinha.
Óbvio que foi uma festinha para os very idiot people de sempre, uma ou outra exceção é a justiça de toda regra, mas foi exatamente grande parte desses VIPs que, na maior cara-de-pau, ciscou por um aparelhinho de grátis. Do tipo assim, tenho grana pra comprar mas sou importante e ganho um, tá?
Sa comé quié, gente "famosa" é doente pra conseguir as coisas às custas dos outros, né? Chega a ser ridículo, para não dizer escroto.
Tudo bem, os caras são alvo da galera do marketing das empresas envolvidas, em uma jogadinha "muito esperta" para fazer as celebridades usarem o iPhone e o resto do mundo babar e comprar um também, tornando o telefoninho o fetiche do momento também no Brasil. Mas o engraçado é que as empresas, que geralmente se aproveitam de jogadinhas marketeiras com as celebridades, estavam miguelando o aparelho pro povo que queria um na faixa e coroando os compradores bufunfentos, como quem diz "Oi, é pra comprar, amigo! C-o-m-p-r-a-r! Esqueceu o American Express em casa, vai buscar! Xô, xispa!".
Engraçado!
E a VIPaiada lá: de um lado alguns trocando sorrisos amarelinhos e fazendo cara de paisagem ao perceber que sairiam da balada de mãos abanando; no meio uns até comprando pra dizer "Não quis me dar, muquirana, eu posso comprar, tá?" saindo da festa de cara feia; e de outro lado o resto, puxando o saco do presidente da Vivo/Claro pra ver se conseguia um iPhonezinho para chamar de seu.
Bem feito!
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Cada macaco no seu galho
"Inteligentes!", dirão uns.
"Nazistas!", dirão muitos.
Insisto em pensar que a praga do mundo é o ser humano, espécie que há tempos se reproduziu o suficiente para não ser extinta. Pior, já se reproduziu o suficiente para acabar com o planeta... e agora os mais ricos (população microcósmica e de crescimento ultra-controlado em qualquer lugar civilizado do planeta) ficam pensando em mil maneiras de evitar que a pobraiada subdesenvolvida transbordante continue atrapalhando seus jantares, suas caminhadas, seus empregos, suas férias, seu sossego.
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Em casa de ferreiro...
Da Folha:Microsoft usa computadores da Apple para produzir anúncios
Chuuuupa, Bill Gates!
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Horário eleitoreiro
O único risco que você, ser humano minimamente sabichudo, corre, é o de sentir uma BAITA vergonha alheia desse povo que quer o seu voto e não mede o tamanho do mico que está disposto a pagar por isso. O horário eleitoral ainda é o menor dos males...
Um dia desses eu caí na gargalhada ao descobrir que o Sérgio Malandro (é com dois éles, que nem o Collor?) é candidato a vereador por São Paulo, e saiu em um jipe pelo bairro onde moro fazendo propaganda eleitoreira. Sim, eu descobri assim, estranhando o estardalhaço sonoro e, ao olhar para o lado, ver que não era exatamente um carro de som, e sim o próprio Malandrão, de microfone empunhado, falando da maravilha que ele fará na cidade se alguém votar nele!
"Vou aijudaRR aish criancínhãish e coinshtruiRR crecheish pra elaish". Pfff...
E a dona Havanir, que mandou fazer uma mixagem da musiquinha do filme do Rocky Balboa, com o nome dela cantado no meio da música. Lutadora, ela...
Olha, é de chorar de rir. Mas é também para alertar o povo, que é tonto, pra ver a quantidade de oportunista sem noção que temos como "opção" de voto, e votar direito.
Aliás, por que a CET não está atrás dessa corja que sai por aí de carro aberto e na maior poluição sonora? E a prefeitura, que não faz nada com quem inunda a cidade com poluição visual, a Lei cidade limpa não é válida para campanhas eleitorais, Kassab?
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O cara do Pink Floyd morreu
Bem, aos fãs, um trechinho da viajandeira Floydiana em homenagem póstuma.
Para os curiosos não-fãs, o rapaz que morreu aos 65 anos de idade é o cabeludo do vídeo.
... Ok, essa definição não foi muito definitiva.
É o barbudo do vídeo.
... Ok, agora é 50% de chance de acertar, já ajudei!
Brincando sério, Richard Wright, o tecladista (o sombrancelha) da banda, faleceu hoje de câncer. Ele é o gajo da imagem congelada da telinha do youtuba, que pira um pouco neste vídeo, e que aparece afofando o cachorrinho neste outro excerto excelente dos caras, em seu melhor momento nas seleções que fiz aqui.
Aliás, a dica desta noite gelada paulistana é ouvir Ummagumma comendo pipoca (de repente até algo mais lisérgico), olhando para a capa do disco (muito legal!!) ou para um lava-lamp ligado.
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Bum!
Se o LHC, essa master máquina simular o big-bang direitinho e bonitinho, já sabe, né? Vai ser plunct-plact-zum pro mundo todo!
Quiz:
Como você queria que o mundo acabasse?
˜ Em barranco.
˜ Em um beijo romântico e um abraço aconchegante. The end.
˜ De uma vez, pra não ter escândalo nem terror em efeito cascata, que se foda-se!
˜ De qualquer jeito, a gente tá na merda, mesmo.
˜ Como nos filmes, com uma música de fundo e as pessoas morrendo lentamente.
˜ Até que enfim vou poder beber sem moderação! U-hu!
˜ Que fim do mundo que nada, ¯this is the dawning of the age of aquarius...
˜ Em pizza.
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Mereceu!
Noel Gallagher foi agredido por fã em pleno palco durante show no Canadá.
Comentário da hora:
Bem feito! Bem feito!
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Parece, vai...
Não parece?
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Saco de Jó
Corretor Fulano: Olá Alessandra. Sou corretor Furreca, qual imóvel deseja comprar?
Corretor Fulano : Boa tarde!
Alessandra: oi, Fulano. Boa tarde. Não desejo comprar, e sim saber o valor dos aptos do "Prédio Lindo", os três tipos
Corretor Fulano: Vi que entrou pelo empreendimento "Prédio Lindo", excelente empreendimento!
Alessandra: sim....
Corretor Fulano: Não temos mais com 68m²
Corretor Fulano: Vc não tem interesse de compra?
Corretor Fulano: Estou aqui para te ajudar em tudo!
Alessandra: obrigada!
Corretor Fulano: Imagina. Vamos agendar uma visita?
Alessandra: não, Fulano, agradeço o convite, mas eu realmente gostaria de saber o preço. Não vou sair de casa para uma visita se o básico eu não souber, sou bastante pragmática nesse sentido...
Corretor Fulano: Te entendo. Me de um telefone de contato.
Alessandra: Peço, por favor, que mande para meu e-mail, se não pode passar pelo chat.
Corretor Fulano: Este empreendimento tem 80 e 103m².
Alessandra: sim, eu sei. Eu queria saber de todos, mas você já falou que a menor metragem já está esgotada. Assim, eu queria saber o valor à vista dos outros tipos.
Corretor Fulano: Vou ter que puxar no nosso sistema e passo os valores pode ser?
Alessandra: POR FAVOR
Corretor Fulano: Me de um telefone de contato, afim de continuarmos o atendimento...
Alessandra: Fulano. Vou ser sincera.
Corretor Fulano : OK
Alessandra: Estou cansada, e não é pouco, dessa mania das empreendedoras imobiliárias de não colocar o valor dos empreendimentos no site. Acho um PORRE eu ter que dar dados pessoais meus para saber esse tipo de informação, que é tão básica quanto outras lá dispostas
Alessandra: E não quero ficar recebendo telefonemas e e-mails não solicitados. Não quero. Não tenho tempo para isso. Assim, peço por favor, para enviar para mim por email os valores, ou por aqui mesmo, se não eu desencano e procuro outras coisas. É para economizar o meu tempo, o seu, além da sua atenção e gentileza. Não quero te atrapalhar, só quero uma informação.
Corretor Fulano: Vamos fazer o seguinte, vc quer saber os valores a vista, certo?
Alessandra: sim!
Corretor Fulano: Terei que ver aqui no sistema e te passo os valores.
Alessandra: Já conversei antes com corretores da Furreca e de outras empresas e recebi os valores pelo chat. Vc pode fazer isso, ou acha melhor passar por e-mail?
Corretor Fulano: Não tem necessidade [de] pegar seus dados, porém [você] poderia me dar um telefone de contato.
Alessandra: Não poderia.
Corretor Fulano: Poderia
Corretor Fulano: Quanto pretende investir?
Alessandra: Fulano... eu só quero saber o preço.
E eis que o Sr. corretor não me passou pela porra do chat,
P.S.: Como deve ter sido fácil de perceber, os nomes foram todos substituídos.
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Hoje é o dia de combate ao tabagismo.
Fui fumante até há 5 anos, embora nunca tenha sido considerada fumante "exemplar" entre os viciados. Mesmo assim sei que é difícil parar de vez. E vale a pena!
Só quem pára sente a diferença gigantesca que faz no corpo e no ambiente, tudo melhora: a resistência melhora, o fôlego, a pele, o sabor das coisas (lógico que é o paladar que volta ao normal), o seu cheiro e o das suas roupas, putz, é geral! Então, fumante assumidamente incontinente ou social, pense nisso.
Ganhar alguns anos de vida ou, pelo menos melhorar a qualidade dela e da de quem convive contigo já deveria ser motivo pra largar mão... Aposto como apoio nunca vai faltar!
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Freud explicaria?
Leiloaram por £1000 uma fatia do bolo de casamento do Príncipe Charles com a Diana.
Cara, como assim? O casamento aconteceu há mais de 25 anos... o leilão foi quando, mesmo? Ontem?
A gente entende que tem colecionador para tudo. Tudo mesmo. Eu mesma sou viciada em discos de vinil, apesar de não ter sequer uma vitrolinha. Mas daí a pagar CARO por... comida estragada?
Eu não entendi direito ou é isso, mesmo?
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(Não) vale a pena ver de novo
Sério! Acredita?
Entre uma volta de bicicleta na rua e um diálogo de minha Barbie com a de minhas amigas, no alto da minha pirralhice, eu a-do-ra-va assistir os playboyzinhos em suas crises existenciais e familiares ao longo dos episódios desse seriado. Até não aguentar mais ver os mesmos assuntos e o tira-põe-deixa-ficar entre os personagens e do próprio enredo do seriado. Convenhamos, para uma piveta de seus 11 ou 12 anos de idade ser fã e, em pouco tempo, achar aquilo um saco, significa que o negócio é realmente ruim... não é?
O bom é que, pelo que eu entendi, nem os atores se aguentavam naquela época. E estão voltando naquele esquema Ai, como será o clima das gravações? Vai valer a pena? E aquela porrada que dei na Brenda, será que ela guardou mágoa?. Acho que isso pode ser um sintoma de que não vai sobreviver por muito tempo.
Ainda sobre seriados, pensando nesse revival dos playboyzinhos de Bervely Hills. "Friends" foi muito, muito legal! E terminou antes da decadência, depois de uns 10 anos de ótima audiência. Quando ele começou a mostrar sinais de exaustão, os caras aceleraram o processo de fim para que acabasse como um sucesso, sem aquela coisa deprimente de os atores começarem a se matar nos bastidores e contaminarem o clima das gravações, e os personagens perderem a graça e o sentido, enfim, tudo o que te faz mudar de canal após passar poucos minutos assistindo aquilo.
Mas já pensou se, daqui uns 10 anos ou até menos, resolvessem fazer o revival de "Friends"? Não quero fazer uma comparação direta ao "Barrados no baile", mesmo porque este não possuia qualidades elegíveis como aquele, mas sim à essa idéia de vamos ressucitar a coisa toda. Será que seria minimamente interessante?
E a "Armação ilimitada"? Você botaria uma fé que os atores teriam a manha de voltar a interpretar o Juba e Lula ("Hou!") depois de tanto tempo, com tantas rugas a mais, cabelos a menos, e nada a ver com o tempo, o contexto, o público, e tudo mais?
É que nem essas bandas que acabaram e depois voltaram, e acabaram de novo e depois voltaram de novo. Tipo os Doors, o Queen, o Creedence (que voltou como Creedence Clearwater Revisited), ou a galera dos Mutantes. Não é um tanto deprimente ver essas coisas? Bem que a Rita Lee lançou uma rajada de vinagre em cima do retorno dos Mutantes, dizendo que "Revivals parecem um bando de velhinho querendo pagar o geriatra", e questionando o fato de os remanescentes da formação original dos Mutantes, que lá no passado a demitiram por 'incompatibilidades musicais', agora voltam para tocar os sucessos da banda, que de fato foram as músicas gravadas enquanto ela estava na banda, e não as posteriores.
Eu concordo com a Rita, e penso que, de uma certa maneira, não é diferente o retorno dos "Barrados" do retorno dos "Mutantes". A idéia é a mesma, reciclar algo que teve seu momento de sucesso, mas que já não possui o mesmo fôlego e corre alto risco de entrar no buraco negro da defasagem histórica, para não dizer cair no ridículo. É só uma ligeira diferença de contexto (e faixa etária), mas sem ser discrepante.
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Sinal dos tempos
Será que a Globo quer ser a Kodak ou a IBM dos próximos anos?
Da Folha de hoje: "A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo, pois não trará mais anunciantes. A afirmação é do diretor de engenharia da emissora carioca, Fernando Bittencourt. Segundo o executivo, que debateu o assunto no Rio, os radiodifusores sentem saudades do tempo em que não havia ameaça das novas mídias ao seu modelo de negócios."
Pelo menos eles já se deram conta de que existe a ameaça das novas mídias, já é um passo né?
E eu me pergunto: como será a TV brasileira sem a hegemonia da Globo e de seu modelo, que ainda é descaradamente imitado e considerado padrão pelas outras emissoras abertas? Tem como piorar?
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Sucesso das celebridades
Destino estrelado?
Não. Um teste do sofá com final feliz, mesmo.
Confirmação?
Saiu aqui: em um desses eventos de premiação+homenagens a personas do circuito cinema/teatro/tv, Deborah Bloch (exemplar rarésimo de atriz, propriamente dita, na fauninha) falou: "Eu nunca dei para diretor nenhum. Vai ver é por isso que minha carreira no cinema não decolou".
Vejam só!
Uma atriz de verdade, em um depoimento ímpar, comprovou a tese tão antiga! Palmas e pipocas para ela, e de pé, minha gente, ela merece!
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Dia da tampa da panela
Olha só. Hoje, não sei por qual motivo, é o "dia dos solteiros".
Curioso isso. Alguém aí sabe se existe também o "dia dos casados" ou "dos divorciados", quiçá o "dos viúvos"? "Dos comprometidos", não, para esses (casados, juntados, namorandos, etc) o "dia dos namorados" resolve a parada.
Não deve ter tudo isso não, né?
Orgulho, mesmo, é ser solteiro vitalício? Bichão sozinho, solto e sem ninguém, nem namorado.a nem nada, certo?
Então vamos às versões macho-fêmea do tipo super-solteiro.a. Não leia se não gostar de estereótipos com uma pitada de sarcasmo.
Para os homens, há imenso valor atribuído à quantidade de (pseudo) conquistas. Para eles, conquista seria chegar junto em uma mina, dar umas bitoca/algo mais, fingir que trocam telefones e que um lembra o nome do outro, e partir para a próxima vítima/balada. Legal, mesmo, é contar os detalhes (até os mais sórdidos) pros amigos (o que pode significar todos os homens que ele conhece) e dizer quantas catou ontem, hoje, e vai catar sempre. E falar para o amigo que vai se casar "Vai colocar algema de dedo, né?", "Encerrou a carreira, né?", "Está indo pro abate, né?", com um pouco de receio de perceber que o número de colegas de companhia nas "baladas pra solteiro" está diminuindo, bem como a faixa etária vigente nesses lugares. Se ele puder, trocará de carro para se sentir melhor.
Para as mulheres, há imenso valor atribuído ao (pseudo) uso dos homens para saciar carências afetivas de beijos e afagos e/ou algo mais, tudo muito rápido-volátil-instantâneo, fingir que trocam telefones e que um lembra o nome do outro, e partir para a próxima vítima/balada orgulhando-se entre as amigas dizendo que "não precisam de homens para serem felizes". Legal, mesmo, é contar os detalhes (até os mais sórdidos) para as mais íntimas (o que pode significar algumas ou todas as amigas). E ficar dando gritinhos felizes toda vez que recebe a notícia de uma amiga que vai casar e/ou que estão grávidas. E começa a ter vergonha de ir ao cinema para não ser vista circulando sozinha. Se ela puder, vai comprar roupas e repaginar o armário/visual no shopping mais próximo para se sentir melhor.
Voltando às "comemorações" deste dia, olha só o que algumas baladas de São Paulo divulgam como chamariz para aqueles que querem celebrar este estilo de vida (sic) nesta noite. Eu vi aqui:
- Na entrada, os solteiros serão identificados com um adesivo verde e os já comprometidos, com um vermelho.
- A casa vai presentear os casais formados no Dia dos Solteiros com uma mini garrafa de Chandon.
- O local é uma boa alternativa para quem é solteiro, mas que pretende mudar de estado civil o mais rápido possível.
Deixa ver se eu entendi: o barato de ser solteiro é estar acompanhado? Se até prêmios para os casair formados hoje vão ser distribuídos... Quem paquera não quer estar sozinho. Ou me enganei? Cadê o orgulho dos.as solteirões.onas?
Uma das maiores características da globalização é a solidão, o que acabou criando a cultura do isolamento, independência e porções unitárias. E uma das maiores características do ser humano é ele ser sociável. Será que tal oposição seria uma gotinha d'água no meio dessa zona toda -- e outra a fazer aumentar taxas de suicídio, o número de clínicas de psicoterapia, a criar tipos como personal-friends, e tantos outros sintomas dos tempos, principalmente nas grandes capitais?
Enfim. Se você acha que deve comemorar esta data, tenha um bom dia do solteiro, seja feliz, e boa sorte! Se aceitar uma sugestão, caso comemore em casa sozinho bebendo uma breja, comendo pipoca e vendo uma fita alugada, "Singles" ou "O diário de Bridget Jones" podem ser opções...
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Quando o desenho é melhor que o filme
Assim: o filme chega ao final na metade. Faz você olhar em volta e perguntar "Mas que filme, curto, nam?". E então você se dá conta de que não, não acabou. Quem fez o filme resolveu inserir um elemento surpresa bem nessa metade, para embicar clímax+final feliz de uma maneira surpreendente. O que de fato acontece. Mas ficou tão mal amarrado, tão sem pé nem cabeça, tão não convincente que, naquele momento, eu pensei, triste, no tempo quase desperdiçado (não fosse a melhor companhia do mundo) e no fato de que teria sido melhor esperar para ver na sessão da tarde, só para não colaborar para a arrecadação do filme!
Para compensar demais, assisti Wall-E.
Que filme BOM e muitíssimo recomendável!!! Poxa, para ver um filme de fato interessante eu precisei assistir a um em que você localiza apenas 1 ator real nele, pois trata-se de uma animação! E cara, como os robozitos são muito, mas MUITO mais expressivos do que gerações inteiras de atores globais+hollywoodianos que temos o desprazer de ver nas telas! Sem entrar em detalhes, mas comentando a história toda do filme, que tem uma moral muito séria (e longe de ser chata) para estes nossos dias de superaquecimento, superconsumismo, superpoluição, superdeseducação, subversão de valores e vidinhas extremamente conectadas ao universo virtual e desencanadas do mundo real. Get real ou Get a life, literalmente, é uma das morais da história e, portanto, muito convenientes... Detalhe hilário para as pequenas citações do filme. Sugiro que confira, vale a pena e a grana.
P.S.: By the way, achei excelente sacada o som que o robozinho Wall-E faz quando sua bateria é carregada! É o mesmo (e clássico) som que o MAC faz quando ele é ligado. :: CHUUUPA Bill Gates!
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Cores, formas, botox e grecin dois mil
É assim que os EUA gostam de suas celebridades negras: desbotadas, de cabelo esticado (plus loiro, de preferência). Exemplo:
Até aqui, alguma novidade? Podemos continuar?
Segundo.
Em qualquer lugar do planeta, se o indivíduo quiser agregar valor a qualquer coisa, seja ela literalmente comercial ou não, essa coisa qualquer será maquiada-retocada-aumentada-colorida-adoçada-salgada-apimentada-embolorada para parecer melhor ao bobo (a gente, mesmo) que consumir.
Você *ainda* acredita naquilo que vê na mídia, seja cibernética, impressa, audiovisual? Acha que aquilo ali é daquele jeitinho, mermo, sem tirar nem pôr?
Tsc,tsc, tsc... o que a escola da vida anda ensinando que ainda tem quem acredite em tudo o que vê?
<Gargalhadas ao fundo>
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